sexta-feira, 14 de agosto de 2009
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Está nas nossas mãos.
Esta crise que acompanhamos hoje envolvendo o Senado Federal, assim como tantas outras que vimos ao longo dos últimos anos, tem alguns estágios que também se repetiram nas turbulências que a precederam:
1º Estágio - Começam a aparecer no noticiário algumas denúncias meio perdidas, soltas... E nós ficamos observando, pra "ver no que vai dar".
2º Estágio - As notícias continuam e vão gradativamente ganhando intensidade. O sujeito ou sujeitos envolvidos começam a se agarrar nos seus cargos, dizendo que tem que apurar, mas que são inocentes e que não sabem, não viram e não conhecem nada e nem ninguém. Nesse momento, a gente começa a se indignar.
3º Estágio - A mídia vai apertando o cerco e começam a surgir os "lados da moeda", não me refiro a apenas os "dois lados da moeda" de propósito, pois no Brasil uma moeda pode ter mais de dois, já que a gente tem os que apóiam, os que são contra e os que vão esperar pra ver... Nossa indignação aumenta e começamos a dizer cheios de convicção que tudo isso é uma vergonha, que em Brasília ninguém presta mesmo e que não tem jeito, é só chegar no poder que as pessoas se deixam levar pelos conchavos, enfim "entram no jogo". É meio simplista esse raciocínio, mas é o que acontece.
4º Estágio - O sujeito ou sujeitos em questão se calam. Todo mundo fala. Quem é contra diz que tem que deixar o cargo, que é melhor para o país, para a instituição e até para quem está sendo acusado. Do outro lado, quem é do "time", diz que não há provas, que é injustiça, etc., etc., etc. Nossa indignação de 0 a 10, já está em 8 com picos de 9.
5º Estágio - Quem está na linha de tiro reage. Faz um discurso inflamado, que na maioria das vezes não diz coisa com coisa - ah! Esqueci de mencionar no estágio anterior o acusado dá sinais de que vai se render, mas fica só nos sinais - Voltando ao discurso, ele jura novamente que é inocente e reafirma: "Daqui não saio, daqui ninguém me tira". Nessa altura numa escala de 0 a 10, a indignação já está em 11.
6º Estágio - A coisa toda começa a arrefecer. As notícias vão aos poucos minguando, os processos se arquivando e nós nos esquecendo...
Muito bem, vocês hão de concordar, que em maior ou menor grau, com poucas variações, tudo se desenrola dessa maneira, não muda muito. O que tem que mudar, nesse processo todo, somos nós. O que precisamos é sair da indignação e partirmos para a ação. Não estou falando aqui de desordem, estou falando de consciência e conscientização. Explico: precisamos ter consciência da nossa responsabilidade de cidadãos quando formos exercer nosso direito sagrado - o voto - porém muitas vezes por nós mesmos sub valorizado, de eleger aqueles que irão nos representar em todas as instâncias da esfera política. Necessitamos fazê-lo com propriedade, procurando conhecer de fato quem é o candidato que irá receber nosso voto, qual o seu histórico, quais são suas propostas e seu passado político é coerente com o seu presente?
Por outro lado, temos o dever também de buscar a conscientização daqueles com os quais convivemos e que ainda não têm uma visão madura e responsável sobre o processo eleitoral e a importância de um gesto de poucos segundos à frente da urna, mas que pode custar anos, décadas de atraso e de muita indignação para todo país. Lembrando porém, que conscientizar não é doutrinar. Portanto, o papel de quem acompanha e se preocupa com os desacertos políticos do país, não é de convencer ninguém a votar nesse ou naquele candidato, nesse ou naquele partido, mas sim o de mostrar a necessidade de colher informações e formar um juízo de valor sobre quem será escolhido para ser votado.
Teremos a oportunidade de renovar dois terços do Senado ano que vem e 100% da Câmara dos Deputados e das Assembléias Legislativas, além de escolher quem irá comandar o país e os estados da federação. Portanto, está em nossas mãos escolher bem e sofrer menos daqui por diante.
Abraço!
1º Estágio - Começam a aparecer no noticiário algumas denúncias meio perdidas, soltas... E nós ficamos observando, pra "ver no que vai dar".
2º Estágio - As notícias continuam e vão gradativamente ganhando intensidade. O sujeito ou sujeitos envolvidos começam a se agarrar nos seus cargos, dizendo que tem que apurar, mas que são inocentes e que não sabem, não viram e não conhecem nada e nem ninguém. Nesse momento, a gente começa a se indignar.
3º Estágio - A mídia vai apertando o cerco e começam a surgir os "lados da moeda", não me refiro a apenas os "dois lados da moeda" de propósito, pois no Brasil uma moeda pode ter mais de dois, já que a gente tem os que apóiam, os que são contra e os que vão esperar pra ver... Nossa indignação aumenta e começamos a dizer cheios de convicção que tudo isso é uma vergonha, que em Brasília ninguém presta mesmo e que não tem jeito, é só chegar no poder que as pessoas se deixam levar pelos conchavos, enfim "entram no jogo". É meio simplista esse raciocínio, mas é o que acontece.
4º Estágio - O sujeito ou sujeitos em questão se calam. Todo mundo fala. Quem é contra diz que tem que deixar o cargo, que é melhor para o país, para a instituição e até para quem está sendo acusado. Do outro lado, quem é do "time", diz que não há provas, que é injustiça, etc., etc., etc. Nossa indignação de 0 a 10, já está em 8 com picos de 9.
5º Estágio - Quem está na linha de tiro reage. Faz um discurso inflamado, que na maioria das vezes não diz coisa com coisa - ah! Esqueci de mencionar no estágio anterior o acusado dá sinais de que vai se render, mas fica só nos sinais - Voltando ao discurso, ele jura novamente que é inocente e reafirma: "Daqui não saio, daqui ninguém me tira". Nessa altura numa escala de 0 a 10, a indignação já está em 11.
6º Estágio - A coisa toda começa a arrefecer. As notícias vão aos poucos minguando, os processos se arquivando e nós nos esquecendo...
Muito bem, vocês hão de concordar, que em maior ou menor grau, com poucas variações, tudo se desenrola dessa maneira, não muda muito. O que tem que mudar, nesse processo todo, somos nós. O que precisamos é sair da indignação e partirmos para a ação. Não estou falando aqui de desordem, estou falando de consciência e conscientização. Explico: precisamos ter consciência da nossa responsabilidade de cidadãos quando formos exercer nosso direito sagrado - o voto - porém muitas vezes por nós mesmos sub valorizado, de eleger aqueles que irão nos representar em todas as instâncias da esfera política. Necessitamos fazê-lo com propriedade, procurando conhecer de fato quem é o candidato que irá receber nosso voto, qual o seu histórico, quais são suas propostas e seu passado político é coerente com o seu presente?
Por outro lado, temos o dever também de buscar a conscientização daqueles com os quais convivemos e que ainda não têm uma visão madura e responsável sobre o processo eleitoral e a importância de um gesto de poucos segundos à frente da urna, mas que pode custar anos, décadas de atraso e de muita indignação para todo país. Lembrando porém, que conscientizar não é doutrinar. Portanto, o papel de quem acompanha e se preocupa com os desacertos políticos do país, não é de convencer ninguém a votar nesse ou naquele candidato, nesse ou naquele partido, mas sim o de mostrar a necessidade de colher informações e formar um juízo de valor sobre quem será escolhido para ser votado.
Teremos a oportunidade de renovar dois terços do Senado ano que vem e 100% da Câmara dos Deputados e das Assembléias Legislativas, além de escolher quem irá comandar o país e os estados da federação. Portanto, está em nossas mãos escolher bem e sofrer menos daqui por diante.
Abraço!
terça-feira, 4 de agosto de 2009
É bom a gente não esquecer
Confiram no Blog do Noblat o que Collor pensava sobre Sarney nas eleições de 1989. Acesse o link: http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2009/08/04/recordar-viver-que-collor-dizia-de-sarney-211049.asp
É impressionante como as pessoas mudam...
Abraço!
quinta-feira, 30 de julho de 2009
quinta-feira, 23 de julho de 2009
E depois da crise? Tudo será como antes?
A crise financeira que estremeceu o mundo no final de 2008 começa a dar sinais de arrefecimento. Os governos como pudemos ver, agiram rápido injetando trilhões de dólares para garantir a geração de crédito e com isso todos vislumbram retomadas pontuais nos níveis de consumo, que poderão contagiar as economias mundo afora e recolocar os mercados novamente em rota de crescimento.
Está mais do que claro que estas intervenções foram acertadas. Foi preciso de fato, tomar medidas enérgicas a fim de minimizar os impactos da crise, tentar salvar empregos, evitar um turbilhão de falências ainda maior do que aquilo vimos nos momentos mais críticos da crise.
Porém, agora que as coisas ainda que timidamente, começam a tomar os seus lugares, não podemos perder de vista uma reflexão ainda pouco comentada por analistas econômicos, políticos, por formadores de opinião, enfim, pelas pessoas que ou fazem parte diretamente da solução do problema, ou podem de alguma forma influenciar as tomadas de decisão daqui por diante.
É sabido por todos que o modelo de consumo norte americano, muito admirado e copiado por outros países, onde se criou a bem da verdade uma falsa prosperidade, uma impressão equivocada de poder de compra, que desabou feito um castelo de cartas, aliado a atuação do mercado financeiro mundial, que apoiado na globalização, acabou gerando um verdadeiro "second life" de operações que pra variar favoreceram poucos em detrimento do infortúnio de muitos. E o mais grave, é que boa parte daqueles que pagaram ou estão pagando o preço da crise, sequer têm idéia ou participação no que os “grandes” estrategistas financeiros de Wall Street fizeram ao longo dos últimos anos. De forma arrogante e gananciosa agiram como senhores da razão, com o objetivo único de obter ganhos altos e rápidos, a qualquer preço, sem se preocuparem com as conseqüências das suas ações.
Independentemente de estarmos chegando ao final da crise, é importante trazer ao debate um novo modelo econômico mundial. É imperativo refletirmos e discutirmos com responsabilidade o que nós queremos para nós e para o futuro do planeta. Até porque as conseqüências do que temos vivido hoje, além de tudo, e o que é ainda mais grave, têm impacto direto no meio ambiente, e não dá mais para fechar os olhos, adiar decisões e mudanças de postura quanto a esta questão.
A boa notícia é que pouco a pouco, pessoas de peso nas decisões mundiais vão pelo menos mudando o discurso e ponderando sobre a importância de uma nova estrutura de crescimento, que preserve e respeite os limites do planeta Terra.
Aos países ricos cabe se adaptarem a menores níveis de consumo e conseqüentemente de poluição. Aos países pobres ou em desenvolvimento, não se concebe o discurso irresponsável de que agora é a sua vez de crescer e portanto, têm menos responsabilidade na tarefa de cuidar do mundo em que vivemos. A todos, demanda a obrigação de novas políticas ambientais, que passem desde ações de fiscalização e punição a quem polui e desmata, até a investimentos em novas tecnologias que favoreçam o crescimento sustentável.
Abraço!
Está mais do que claro que estas intervenções foram acertadas. Foi preciso de fato, tomar medidas enérgicas a fim de minimizar os impactos da crise, tentar salvar empregos, evitar um turbilhão de falências ainda maior do que aquilo vimos nos momentos mais críticos da crise.
Porém, agora que as coisas ainda que timidamente, começam a tomar os seus lugares, não podemos perder de vista uma reflexão ainda pouco comentada por analistas econômicos, políticos, por formadores de opinião, enfim, pelas pessoas que ou fazem parte diretamente da solução do problema, ou podem de alguma forma influenciar as tomadas de decisão daqui por diante.
É sabido por todos que o modelo de consumo norte americano, muito admirado e copiado por outros países, onde se criou a bem da verdade uma falsa prosperidade, uma impressão equivocada de poder de compra, que desabou feito um castelo de cartas, aliado a atuação do mercado financeiro mundial, que apoiado na globalização, acabou gerando um verdadeiro "second life" de operações que pra variar favoreceram poucos em detrimento do infortúnio de muitos. E o mais grave, é que boa parte daqueles que pagaram ou estão pagando o preço da crise, sequer têm idéia ou participação no que os “grandes” estrategistas financeiros de Wall Street fizeram ao longo dos últimos anos. De forma arrogante e gananciosa agiram como senhores da razão, com o objetivo único de obter ganhos altos e rápidos, a qualquer preço, sem se preocuparem com as conseqüências das suas ações.
Independentemente de estarmos chegando ao final da crise, é importante trazer ao debate um novo modelo econômico mundial. É imperativo refletirmos e discutirmos com responsabilidade o que nós queremos para nós e para o futuro do planeta. Até porque as conseqüências do que temos vivido hoje, além de tudo, e o que é ainda mais grave, têm impacto direto no meio ambiente, e não dá mais para fechar os olhos, adiar decisões e mudanças de postura quanto a esta questão.
A boa notícia é que pouco a pouco, pessoas de peso nas decisões mundiais vão pelo menos mudando o discurso e ponderando sobre a importância de uma nova estrutura de crescimento, que preserve e respeite os limites do planeta Terra.
Aos países ricos cabe se adaptarem a menores níveis de consumo e conseqüentemente de poluição. Aos países pobres ou em desenvolvimento, não se concebe o discurso irresponsável de que agora é a sua vez de crescer e portanto, têm menos responsabilidade na tarefa de cuidar do mundo em que vivemos. A todos, demanda a obrigação de novas políticas ambientais, que passem desde ações de fiscalização e punição a quem polui e desmata, até a investimentos em novas tecnologias que favoreçam o crescimento sustentável.
Abraço!
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